quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

DE VOLTA AO CATOLICISMO

      Confesso e não nego: sou fã de carteirinha das belíssima canções do Padre Zezinho. Possuo quase todos os seus CDs e gosto de ouvi-los, em surdina, enquanto escrevo. Por sinal, uma de suas composições, "Eu sei que Deus é paz", eu a ouço todas as noites antes de dormir.  Primeiramente, por serem letra e melodia muito bem trabalhadas, ao som de um piano que me dá vontade de ser pianista. Em segundo lugar, porque o CD me foi presenteado pela minha filha Raquel antes do seu falecimento, e ao dar-me o disco,  me disse que essa música, "Eu sei que Deus é paz", ela a ouvia todos os dias, durante os seus sofrimentos causados pelo câncer que a matou, por um verso que a consolava e lhe dava forças para suportar as agruras da doença: "Em nome de Jesus eu tive forças prá levar a minha cruz."
      Se não sabia antes, agora eu sei: além de grande compositor, poeta e cantor, Padre Zezinho é também escritor e dos bons. Estou aqui com um alentado e bem caprichado livro de sua autoria, com o título sugestivo de "De Volta ao Catolicismo", mais de seiscentas páginas que farão muito bem a quem as ler e meditar. Foi publicado pelas Paulinas, com o sub-título de "Subsídios para uma catequese de atitudes". Consta de duas partes, num total de 79 temas, além da bibliografia.
      Não é propaganda encomendada, mas acho importantíssima a leitura do livro, pois traz temas atualíssimos e de grande proveito para uma vivência social e religiosa consciente e segura.
      Tomo a liberdade de transcrever as três dedicatórias que abrem o livro:

      Este livro é dedicado:

     ...Aos católicos que, de ingresso na mão, depois de muitos anos, ainda não embarcaram, preferindo olhar e até admirar a barca, mas do lado de fora.

      ...Aos católicos que se decidiram por outra barca e agora pensam em voltar à nave da qual ainda possuem o primeiro bilhete.

      ...Aos irmãos de outras Igrejas, a quem porventura interesse saber o que pensamos, o porquê de nossas atitudes, de nossas práticas e de nossas doutrinas.

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       Do "Diário" de Anne Frank, em 13 de janeiro de 1943:
      "Coisas terríveis estão acontecendo lá fora. A qualquer hora do dia ou da noite pessoas pobres e desamparadas são retiradas de suas casas. Não têm permissão de levar nem mesmo uma sacola com coisas e um pouco do dinheiro, e mesmo quando têm, essas posses lhes são roubadas no caminho. Famílias são rompidas; homens, mulheres e crianças são separados. Crianças chegam da escola e descobrem que os pais desapareceram. Mulheres voltam das compras e descobrem as casas lacradas, e que as famílias desapareceram. Os cristãos holandeses também estão com medo porque seus filhos são mandados à Alemanha.
      Todo mundo anda apavorado. Todas as noites centenas de aviões passam sobre a Holanda a caminho das cidades alemãs, para semear suas bombas em solo alemão. Toda hora centenas, ou talvez milhares de pessoas são mortas na Rússia e na África.
      Só podemos esperar, com toda a calma possível, que a guerra acabe. Judeus e cristãos esperam, o mundo inteiro espera, e muitos esperam a morte."

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     O depoimento da pequena Anne Frank, morta pelos nazistas após passar anos escondida no sótão de uma casa em Amsterdã, Holanda, ainda hoje emociona leitores no mundo inteiro. Seu "Diário" narra os sentimentos, medos e pequenas alegrias de uma menina judia que, com sua família, lutou em vão para sobreviver ao Holocausto, quando morreu a mãe, a irmã e a própria Anne.
      Lançado em 1947, o "Diário de Anne Frank" tornou-se um dos maiores sucessos editoriais de todos os tempos. Um livro tocante e importante que conta às novas gerações os horrores da perseguição aos judeus durante a Segunda Guerra Mundial.
     Agora, em décadas após ter sido escrito, este relato finalmente é publicado na íntegra, com um caderno de fotos e o resgate de trechos que permaneciam inéditos. Uma nova edição que aprofunda e aumenta nossa compreensão da vida e da personalidade dessa menina que se transformou em um dos grandes símbolos da luta contra a opressão e a injustiça. E consagra "O Diário de Anne Frank" como um dos livros de maior importância do século XX. Uma obra que deve ser lida por todos, para evitar que atrocidades parecidas voltem a acontecer neste mundo.

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      Anne Frank e sua irmã foram transportadas do horrível campo de Auschwitz no fim de outubro e levadas para Bergen-Belsen, campo de concentração e de extermínio de judeus perto de Hannover (Alemanha). A epidemia de tifo que irrompeu no inverno de 1944-45, em resultado das horríveis condições de higiene, matou milhares de prisioneiros, inclusive Margot e, alguns dias depois, Anne. Ela deve ter morrido no final de fevereiro ou início de março. Os corpos das duas garotas foram provavelmente enterrados nas valas comuns de Bergen-Belsen.  O campo foi libertado por tropas inglesas em 12 de abril de 1945.

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