quarta-feira, 24 de abril de 2013

MEU DIÁRIO - O DIÁRIO DA SAUDADE


24 de abril de 2013:-

Tive o diabo de um susto hoje de manhã: estava conversando com a Raquel, contando-lhe que sua mãe e eu  estivemos esta semana no Colégio, junto à coordenação pedagógica, tratando de assuntos referentes à Isabela e seus estudos. Foi aí que alguém me apostrofou: - "Você está ficando biruta? Falando sozinho em voz alta?"   É verdade: eu conversava com a minha filha Raquel em voz alta. Então me dei conta de que a Raquel já havia falecido há dois anos e oito meses atrás. Confesso que, então, chorei. Mas tive um consolo: apesar de estar falando sozinho, minha conversa era com a Raquel, e tenho a firme certeza de que ela, junto a Deus, no Seu Reino, ela, em Deus, ouviu minha voz e, no momento oportuno, no fundo de meu coração, ouvirei também sua resposta, que me trará o consolo de que tanto preciso, deixando claro para mim que, apesar de sua ausência física entre nós, ela está presente sempre entre nós, velando por sua filha Isabela, velando por seus chorosos pais, velando por seus irmãos Carlos, Júlio e Aroldo Jr.
Que minha inesquecível Raquel descanse em paz no Reino de Deus onde, um dia, talvez muito em breve, eu estarei também ao seu lado, por toda a eternidade!

E faço minha prece de todos os dias, de todas as horas, de todos os momentos:

                                            - "Se eu pudesse
                                                na hora mais dolorosa
                                                do sepultamento da Raquel
                                                quando a sua urna funerária
                                                era colocada túmulo a dentro
                                                eu faria com que
                                                uma revoada de andorinhas
                                                pairasse sobre os presentes
                                                testemunhando 
                                                a sua ressurreição NA morte
                                                como é a Fé
                                                que me anima, me conforta
                                                e me mantém vivo até hoje
                                                Oh! como seria bom
                                                Se eu pudesse!"

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       Lendo o evangelho de Marcos:-

     À tarde li, do começo até o fim, capítulo por capítulo, todo o Evangelho escrito por Marcos. Foi uma  formidável aventura.  E aí eu vi, cada vez de novo, que o Evangelho de Marcos informa, sempre, que Jesus está a caminho., "a caminho para Jerusalém"!, onde encontrará a Cruz. E lembro que o livro dos Atos dos Apóstolos usa a palavra Caminho para designar a nascente Comunidade Cristã. Hoje talvez disséssemos Caminhada.
     Discípulo e discípula é quem segue Jesus neste caminho, nesta caminhada para Jerusalém. É o caminho da entrega, da doação, do serviço, da aceitação do conflito, do abandono, do serviço, mas também da certeza de que no final haverá a ressurreição.
    A cruz faz parte deste caminho porque, no mundo, organizado a partir do egoísmo, o amor e o serviço só podem existir crucificados! Quem faz da sua vida um serviço aos outros incomoda os que vivem agarrados aos privilégios.
    E os Evangelhos nos afirmam sempre que Jesus se mantém no Seu caminho. Poucos dias antes da Páscoa, acompanhado por discípulos e multidões, vindos de toda a Galiléia, Jesus entra na capital. O povo que O acompanha e os discípulos tomam as ruas de Jerusalém, introduzem Jesus como o Messias e O aclamam em altas vozes: - "Bendito o que vem em nome do Senhor!" 
     Jesus aceita a homenagem do povo, mas com reserva. Montado num jumento, Ele evoca a profecia de Zacarias, que dizia: _ "Teu rei vem a ti, humilde, montado num jumento."
     Os discípulos, que entendem o gesto simbólico e se convertam! Jesus não aceita ser Messias, ou Rei guerreiro. Ele se mantém no caminho do serviço, simbolizado pelo jumento, simples animal de carga.
     Na sequência do Evangelho de Marcos, Jesus rompe com o Templo, rompe com os sumos sacerdotes, rompe com os fariseus e com os partidários de Herodes, rompe com os escribas e com os fariseus, e aponta aos que O seguem onde se manifesta a vontade de Deus.
      Em todos estes momentos tensos e críticos, os discípulos estão com Jesus. No fim, sentado em frente ao cofre de esmolas do Templo, Jesus chama a atenção deles para o gesto de uma viúva pobre que soube partilhar até do seu necessário.
     Na verdade, os discípulos eram de opinião de que o problema maior do povo só poderia ser resolvido com muito dinheiro. Por ocasião da multiplicação dos pães, eles tinham dito a Jesus: - "O senhor quer que vamos comprar pão por duzentos denários para dar de comer ao povo?"
      Para quem pensa assim, os dois vinténs da viúva não serviriam para nada. Mas para Jesus "esta viúva, que é pobre, lançou ao cofre mais do que todos os que ofertaram moedas ao tesouro do Templo."
      Jesus tem critérios diferentes deles, como também de nós. Chamando a atenção dos discípulos para o gesto da viúva, Ele ensina onde eles e nós devemos procurar a manifestação da vontade de Deus, a saber, nos pobres e na partilha com os pobres.
     Jesus rompeu com tudo: com o Templo, com os sacerdotes, com os anciãos, com os fariseus, com os herodianos, com os saduceus, com os escribas, com a ideologia da religião oficial! No fim, ele sai do Templo e de Jerusalém. Sentado no alto do Monte das Oliveiras, Ele olha para o Templo e termina a instrução fazendo o Seu último discurso para apenas quatro discípulos: Pedro, Tiago, João e André, que Lhe tinham feito uma pergunta sobre a destruição do Templo e o fim dos tempos.
      Na resposta, Jesus os esclarece sobre as perseguições e sobre a necessidade da vigilância, alertando-os para que não se deixassem enganar por falsos messias, e que todos eles fiquem sempre bem vigilantes!


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